HAILE
SELASSIE “REI DOS REIS DE TODA ETIOPIA”
Todo
mundo que já escutou a musica reggae provavelmente
já ouviu falar em rastafari. Rastafari é um
movimento seguido principalmente pelos negros ao redor do
planeta, mas sua maior força está no caribe,
onde começou a ser difundido nos anos 20. A palavra
RASTAFARI vem do nome do ultimo imperador da Etiópia.
Existem vários seguimentos Rastas como As 12 Tribos
de Israel, Bobo Dreads e a ordem Nyambinghi, mas os rastafaris
não seguem doutrinas especificas. O conhecimento dos
Rastafaris e simplesmente baseado em sua própria crença
e nas palavras da Bíblia. Para eles, ler o Livro Sagrado
é aprender sobre a historia de Sua Majestade e a Etiópia
Erroneamente algumas pessoas chamam dreadslocks de “cabelo
rastafari”. Ser rasta não é só
gostar de reggae e fumar maconha. A Historia é séria
e está aqui para ser contada, passada adiante para
as futuras gerações.
continua
...
RASTAFARI
I A PROFECIA
“Um
RASTAFARI é uma pessoa que defende a verdade e o direito,
a justiça, e o bem comum com paz e amor. A mensagem
é simples e clara, faça o bem e viva, é
bom ser bom.”
continua ...
RAS
TAFARI E A PROFECIA ETIOPE
Ras Tafari I é um movimento pan-africano
com apresentações e messiânico, que se originaram no despertar
de uma revelação profética feita por Marcus Garvey na Jamaica.
Desde sua inserção na década de 30, o movimento cresceu de
uma pequena localidade, em West Kingston a um movimento internacional
de repatriação negra.
continua
...
OS
ISRAELITAS
Como
uma cultura/filosofia, ras Tafari I é uma forma de
Sionismo. Negro que segue a leitura da Bíblia (na versão
etíope Kebra Negasta – “Glória dos
Reis”, diferente da versão européia King
James) como credo milenar da redenção africana.
Identificam-se a si próprios como os Israelita do Velho
Testamento; Provendo uma seqüência de interpretações
mítico-poéticas da Historia da Diáspora
Negra. Capturados e vendidos dentro da escravidão pelos
europeus, os Rastas vêem os africanos e seus descendentes
no oeste, como vivendo na moderna Babilônia, a sociedade
branca e opressora que significam mais de 400 anos de perseguição
e colonialismo.
continua
...
A
TERRA PROMETIDA
No idioma de redenção
dos Rastas, a única salvação para o negro
do Oeste é se repatriar ao seu lar ancestral: Etiópia
– África. Enquanto opiniões dentro do
movimento divergem como precisamente a repatriação
ocorrerá e sua natureza, espiritual ou física,
Ras Tafari I reconhece que isso será eminente e sinalizará
a total inversão da estrutura de poder vigente no mundo.
Ao contrario de outras formações culturais pan-africanas;
por exemplo, Santeira em Cuba, Vudu no Haiti, Candomblé
no Brasil e Xangô em Trinidade, Ras Tafari I é
um fenômeno do século XX sem antecedente cultural
no Oeste ou herança da cultura central-africana.
Os rituais Rastas mantém uma continuidade na identidade
africana e nas tradições associadas como por
exemplo ritual de dança e tambores, práticas
de cura e crença no poder mágico das palavras
– “Word, Sound & Power” (“Palavra,
Som & Poder”).
continua
...
OLHEM
PARA ÁFRICA
Através
de referencias bíblicas à Etiópia, por
exemplo no salmo 68:31, “Etiópia logo estendera
suas mãos à Deus” e nos atos dos Apóstolos
8:27, “pessoas de descendência africana aprendam
a reconhecer seu país perdido e a herança nas
referência a Etiópia e etíopes”.
Assim, os Rastas começaram a tratar com carinho todas
as referencias etíopes na Bíblia, pois ali havia
a promessa libertadora, e que, quando contrastava com a indignidade
da escravidão nas plantações, mostravam
o negro numa luz humana e digna. É na base do clássico
Etiopianismo que Associação do Progresso Universal
do Negro e o movimento “Volta-a-Àfrica”
liderado por Marcus Garvey é bem conhecida. A filosofia
do nacionalismo racial, proposta por Garvey, era um conceito
étnico, casando o Etiopianismo e a consciência
racial derivada do nacionalismo pan-africano. “Através
da consciência racial, membros de uma raça, se
presente e aspirando pelo futuro”.
continua
...
O
PODER DA TRINDADE
Na
fé dos Rastas, Haile Selassie é reverenciado
como Jah Ras Tafari I, O Messias, o Cristo negro que acendeu
o Trono do Rei David em Addis Ababa, oficializando a promessa
de uma nova ordem espiritual. Como defensor do Trono contra
o ataque fascista de Mussolini em 1035, como um dos chefes
arquitetos do nacionalismo pan-africano através da
fundação da OAU em Addis Ababa em 1963 e, mais
tarde como monarca – embaixador do Estado independente
mais velho a África, a Etiópia, o Imperador
Selassie conseguiu o respeito de inumeráveis negros
e foi reconhecido como defensor de união e liberdade
africana.
continua
...
O
COMEÇO EM KINGSTON
Antes
mesmo da explosão da guerra Ítalo-Etíope
em 1935, uma fotografia de Haile Selassie I, em veste de guerreiro
em Amhara, circulou pelas favelas de Kingston juntamente com
um artigo do jornal Times o dia 7 de dezembro. De acordo com
a reportagem, originalmente atribuída a um agente da
propaganda fascista italiana, o Imperador Selassie era o mentor
da Ordem Nyahbinghi. Essa ordem era internacionalmente reconhecida
como uma sociedade africana secreta dedicada a derrubar a
dominação branca e colonial. O nome Nyahbinghi
significava “morte aos europeus”.
continua
...
A
CULTURA NYAHBINGHI
Na
reportagem Nyahbinghi foi associado a valores violentos e
com elementos revolucionários. Os Nyah eram publicamente
identificados por seus longos cabelos, os Dreadslocks, e pelo
uso sagrado, mas desafiador e anti-social da maconha (ganja).
Os Nyahbinghis dentro do movimento Ras Tafari I atual é
um longo termo que em adição em seu significado
original também cobre outros importantes aspectos da
vida cultural, incluindo:
continua
...
A
MÚSICA DO CORAÇÃO
De
acordo comum relato de um observador do movimento em 1953,
havia uma falta acentuada na batida dos tambores nos primeiros
encontros de rua dos Rastas. Nesses encontros, hinos de ressuscitação
dos cultos afro-cristãos conhecidos como pocomania
e Sião foram adaptados para o desenvolvimento da liturgia
Jesus Cristo em todos os textos das canções.
Hinos Garveyistas e até o Hino Nacional Etíope
Nyahbinghi eram cantados. Naquele tempo o antogonismo entre
os grupos Rastas e os Revivalistas cresceu, Buru foi naquela
época a música Rastafari, inspirando seus tambores.
Buru foi naquela época a música mais popular
derivada da secularidade africana em Kingston. Apesar da clara
derivação da batida Nyahbinghi, da base, do
fundo e do marcador dos 3 tambores Burus, as duas tradições
tem ritmos basais distintos. Todavia, ambos estilos tem antecedentes
históricos diretos na tradição musical
do oeste e do centro da África. Ambos têm uma
organização rítmicas baseada na intercalação
das batidas tocadas em vários tambores.
continua
...
I
& I – EU PODEROSO
A
“conversa Rasta” a forma ritual de se falar, praticada
em diferentes graus do movimento, é especialmente proeminente
entre os aderentes da Ordem Nyahbinghi. Considerando o movimento
messiânico e também milenar Ras Tafari I encaixa-se
na descriminação “anti-sociedade”,
“uma sociedade estabelecida dentro de outra sociedade”
como uma alternativa consciente. É um modo de resistência
a um mercado ainda “escravista” da moderna Babilônia.
A fala Ras Tafari como uma “antilíngua não
é somente paralela a sociedade, é de fato gerada
por ela”. A anti-língua cresce quando a realidade
alternativa é uma realidade contrariada, estabelecida
em oposição à realidade subjetiva, não
meramente expressando isso, mais ativamente criando e mantendo
essa outra forma de expressão, que nada mais é
que uma ação coletiva.
continua
...
GANJA
E DREADS
Justificações
ideológicas para o ritual de consumo da ganja (maconha)
são comuns entre os Rastas. O uso religioso da erva
é feito pelo processo de plantação, colheita
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e consumo. Os Rastas acreditam no poder da maconha, através
da abertura de um canal telepático que aumenta a percepção
da realidade. Também se dizem no direito de fumar pelo
fato da Bíblia trazer passagens indicando o consumo
da erva pôr parte dos profetas no Velho Testamento.
“ Foi encontrado no sepulcro do Rei Salomão vestígios
de maconha, e de uma espécie muito mais poderosa que
a encontrada hoje em dia”.
continua
...
O
LIVRO DA VIDA
Entre
os Rastas é muito comum a interpretação
das passagens bíblicas. A versão bíblica
do Rei James da Inglaterra é tida como contendo apenas
metade do “livro da vida”. Os próprios
Rastas costumam lembrar que a outra metade nunca foi contada.
Os Rastas usam a versão Macabeus de origem etíope,
considerado o livro integral da Revelação. Entre
revelações encontra-se o segredo e o significado
dos Sete Selos do Rei Salomão.
continua
...
HIS
(Sua Majestade Imperial)
O significado de Haile Selassie
I em relação aos Sete Selos foi revelado a um líder da comunidade
Rasta em uma visão. Em fazendo pública sua visão, ele se autoproclamou
em uma posição de liderança profética por sua habilidade em
interpretar o significado do sinal revelado.
OS
“ELDERS” ANCIÕES
Diferente
da igreja Ortodoxa-Etíope das doze tribos de Israel
e da Comunidade do Príncipe Emmanuel (todas essas congregações
Rastas), a ordem Nyahbinghi não tem um único
local permanente e central para suas celebrações,
e nem mesmo se esmeram na figura de um só líder.
Na verdade, os próprios Nyahbinghi clamam que cada
indivíduo é um templo em si mesmo, e deste modo
desdenham aqueles que enfatizam o uso de construções
como essencial para as celebrações comunais.
continua
...
REGGAE
Chegando
ao final da década de 60, muitos Rastas se vira em
condições de extrema pobreza, banidos economicamente
do sistema capitalista. Em sua maioria, os Rastas procuram
se manter financeiramente através da arte, em especial
o artesanato. É bem reconhecida a habilidade dos Rastas
em esculpir peças de motivos africanos; como máscaras,
estátuas e símbolos bíblicos.
Mas onde melhor a cultura Rasta se propagou foi na música,
com o Reggae. A origem do Reggae é o Ska, um ritmo
acelerado com instrumentos de metal, oriundos da música
negra americana dos anos 50 e 60.
continua
...
NEOCOLONISLISMO
Estamos
convencidos de que é na nossa busca pela unidade Africana
que iremos descobrir soluções para os vexatórios
problemas com que nos confrontamos.
Se formos verdadeiros com nós mesmos, temos que admitir
que ainda há muito que alcançar para eliminar
a discriminação racial de nosso continente.
Claramente, a tarefa não é fácil. Sacrifícios
imediatos são necessários. Assistência
é necessária, e é bem vinda, se vier
sem condicionamentos.
continua
...
A
PRESERVAÇÃO DA PAZ: DESARMAMENTO E DESENVOLVIMENTO
O
que os países economicamente atrasados estão
buscando entretanto, é a aplicação do
dinheiro hoje desperdiçado com armamentos destrutivos
na solução de problemas econômicos.
Os grandes desafios enfrentados pelo mundo atualmente são
dois: a preservação da paz e a melhora das condições
de vida daquele metade do mundo que é pobre. Estas
duas questões são, é claro, mutuamente
interdependentes. Sem a paz, é fútil falar da
melhoria das condições da humanidade, e, sem
tal aprimoramento, a tarefa de garantir a paz fica muito mais
fácil. Estes dois problemas devem ser atacados simultaneamente
e todas as ações devem focalizar a solução
de ambos.
continua
...
OS
AFRICANOS TOMADOS PELO TRÁFICO DE ESCRAVOS
Sem
dúvida, a experiência dos Africanos, retirados
da África sobreviveram a jornada e à escravidão,
apenas para viver a exploração racista, nos
EUA, Jamaica e Brasil e outros lugares do Ocidente, que tem
sido a mais opressiva condição na história
da humanidade. Mais do que quaisquer outros, estes povos tem
buscado o alívio, a justiça, o Messias...
continua
...
CONFERÊNCIA
DA PAFMECA
2
DE FEVEREIRO DE 1962
Nós
africanos ocupamos uma posição diferente –
na verdade, - única entre as nações deste
século. Tendo sofrido a opressão, tirania e
subjugo por tanto tempo, quem com mais direito, pode reclamar
todas as oportunidades e o direito de viver e crescer como
homens livres. Nós mesmos, por longas décadas,
vítimas da injustiça, não teremos as
vozes mais adequadas para levantarem-se no clamor pela justiça
e direito para todos. Demandamos um fim para o colonialismo,
pois a dominação de um povo por outro não
é correta. Demandamos um fim aos testes nucleares e
a corrida armamentista, pois estas atividades, que apresentam
terríveis ameaças à existência
dos homens e desperdiçam tanto a herança material
da humanidade são um erro.
continua
...
Abertura da Terceira Sessão
da Cúpula Africana
6 de novembro de 1966
O destino de nosso continente
já não é mais decidido por não
africanos. As tradições de Berlim e da Argélia
e todo o sistema do colonialismo estão sendo varridos
de nosso continente. Hoje temos nosso destino em nossas próprias
mãos, mas não devemos jamais relaxar em nossa
determinação de nunca permitir que se estabeleçam
entre nós novas formas de colonialismo, qualquer que
seja o seu disfarce, ameaçando nossa independência,
que foi tão duramente conseguida, e, na realidade até
mesmo, a estabilidade e a paz do mundo.
Segunda
Conferencia Africana
15 de junho de 1960
A nossa busca, acima de tudo, deve
ser de garantir à África, e a cada Estado Africano, a mais
ampla e completa medida de liberdade de nos vermos livres
de todas as sobras do colonialismo; livres do neocolonialismo,
sob qualquer forma, livres de ameaças políticas e militares;
livres de agressções, livres de interferéncias de outros em
nossos assuntos internos; livres da dominação econômica; livres
do perigo da destruição nuclear.
continua
...
TEXTO REPRODUZIDO DO LIVRO
WISDOM OF RASTAFARI
A MESSAGE BEFORE THE WORLD
CONFERENCE AGAINST RACISM
PUBLISHED BY THE
ISSEMBLY FOR RASTAFARI INIVERSAL
EDUCATION (IRIE)
47 ANNIVERSARY OF H.I.M.
VISIT TO CHICAGO
JUNE 8,2001
issembly_for_rastafari_iniversal_education@hotmail.com
ESTE LIVRO FOI DOADO AO BANDEIRÃO REGUEIRO
PELO RASTA DIJA, PROPRIETARIO DA LOJA
DELFA REGGAE
NA RUA 25 DE MARÇO,641 8º ANDAR ,SP,SP
www.delfareggae.com.br
Digitado por Camila Izabel
Cleber Thiago
Bandeirão Regueiro
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